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Oficinas

OF-1. MICRORGANISMOS SEM MICROSCÓPIO? E AGORA? - Sala de Bioquímica 2 do Centro didático

Poliana Friolani(Museu de Microbiologia – Instituto Butantan)

Angela Cerqueira Sousa (Museu de Microbiologia – Instituto Butantan)

Camila Karolina de Freitas (Museu de Microbiologia – Instituto Butantan)

A curiosidade é um elemento, dentre outros, fundamental na prática científica. A história da ciência apresenta uma série de descobertas decorrente de esforços e estudos dos cientistas, articulados à curiosidade e criatividade dessas pessoas. O Museu de Microbiologia do Instituto Butantan representa em sua exposição aspectos do desenvolvimento da microbiologia e algumas das principais descobertas científicas, tais como a descoberta de Anton van Leeuwenhoek, o microscópio. É baseado nesta descoberta que a oficina em questão busca mostrar aos participantes como a curiosidade pode levar ao desenvolvimento científico e à mudança social. Para isso, abordaremos o contexto histórico de como Leeuwenhoek chegou à descoberta do microscópio, a preparação de meio de cultura de microrganismo (neste caso de protozoários de diferentes espécies) e a montagem de dois microscópios caseiros utilizando materiais de fácil acesso. No decorrer da oficina realizaremos discussões sobre os desafios de realizar atividades de microbiologia em sala de aula, e no Ensino de Ciências de modo geral, ressaltando como a evolução de aparatos e métodos científicospodem implicar em mudanças significativas na pesquisa científica e nosso cotidiano.

OF-2. O USO DE FILMES COMERCIAIS NAS AULAS DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA – Auditório 1 do Centro Didático

Eliane Gonçalves dos Santos(Universidade Federal da Fronteira Sul)

MargiéliPasini (Universidade Federal da Fronteira Sul)

Karine Rudek (Universidade Federal da Fronteira Sul)

Atualmente, um dos dilemas da educação em Ciências é encontrar métodos que possibilitem o desenvolvimento de práticas na sala de aula para auxiliar na aprendizagem, estimulando os alunos e proporcionando a elevação do rendimento escolar. Ao buscar novas abordagens que culminem em estratégias e reflexões para inovar a produção do conhecimento a utilização do cinema surge como instrumento de reflexão na sala de aula e meio inesgotável de possibilidades de criação e produção do saber. Assim, a utilização dos filmes oportuniza ao aluno entender os conteúdos ou fenômenos que, apenas explicados pelo professor, seriam mais difíceis de compreender. O que se percebe, no trabalho com o filme em sala de aula, é que o cinema aproxima o estudante do cotidiano e de novas linguagens. Nessa troca, acaba (re) conhecendo personagens que antes eram encontrados apenas nos livros e nas explicações do professor. Os filmes também proporcionam situações impossíveis como, por exemplo, nos filmes de ficção científica. Outro ponto que merece destaque é a maior participação do aluno, tanto opinando quanto questionando. O uso dessa mídia em sala de aula é uma prática, desafiadora, uma vez que a utilização desse recurso requer atenção e cuidado para corrigir distorções e erros que a obra cinematográfica possa apresentar. O trabalho durante a oficina acontecerá de forma expositiva e dialogada onde serão abordados o uso e o potencial dos filmes comerciais para o Ensino de Ciências e Biologia, assim como os cuidados na utilização e escolha dessa ferramenta midiática. Posteriormente, serão apresentados alguns trechos de filmes que podem contribui para a discussão e reflexão no e para o ensino.

OF-3. A ZOOLOGIA NA ESCOLA: UMA POSSIBILIDADE DE ANÁLISE CRÍTICA – Sala 3 do Centro Didático

André Luís Franco da Rocha – PPGECT/UFSC.

Thais GabriellaReinert da Silva – PPGECT/UFSC.

Vilmarise B. Gramowski- PPGECT/UFSC.

A partir das influências históricas, políticas e econômicas sobre o desenvolvimento da docência no contexto brasileiro, esta oficina visa identificar dialética e dialogicamente, por intermédio do ensino de zoologia e de suas expressões no cotidiano da sala de aula, as condicionantes e as possibilidades para um ensino crítico de Ciências no contexto específico da rede pública de ensino. O objetivo dessa oficina é caracterizar e problematizar o atual Ensino de Zoologia na escola pública, suas bases epistemológicas, e as contribuições da formação inicial para a práxis pedagógica, a partir da reflexão sobre o processo de objetivação dessa práxis e sobre a ação alicerçada nos materiais didáticos e currículos de Ciências. A análise realizada coletivamente buscará construir critérios de análise de livros didáticos relacionados ao conteúdo de zoologia de forma a refletir criticamente sobre a coerência do que se objetiva nas práticas de ensino e o que se tem materializado nos livros e documentos curriculares impostos, possibilitando uma seleção de livros mais coerente a uma proposta de ensino crítico.

OF-4. POSSIBILIDADES PARA ANÁLISE DE LIVROS DIDÁTICOS DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA DO PNLD - Sala 4 do Centro Didático

João Vicente Alfaya dos Santos (Designer Educacional do Núcleo Multiprojetos de Tecnologia Educacional)

Larissa Zancan Rodrigues (Aluna do curso de mestrado do PPGECT-UFSC)

Marcelo D’Aquino Rosa (Professor de Ciências e Biologia na Educação Básica do município de Florianópolis/SC)

Nas últimas décadas, o Livro Didático (LD) se tornou foco de estudo de inúmeras pesquisas. Atribui-se isso ao fato de que tanto a comunidade acadêmica, quanto os propositores de Políticas Públicas no Brasil reconheceram a importância e os impactos da utilização desse material didático no contexto escolar. Os últimos, inclusive, transformaram um conjunto de Políticas de assistência estudantil para distribuição gratuita de livros a alunos de escolas públicas, realizadas desde 1938, em uma Política de Estado, a partir da criação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em 1985. Nesse sentido, devido: a) à amplitude do PNLD (que fez com que o nosso país se tornasse o maior comprador de LD do mundo); b) ao fato o PNLD estabelecer um mecanismo próprio de escolha desse material pelos professores; c) à presença dos LD reafirmada no cotidiano das escolas; consideramos relevante realizar uma oficina com o objetivo de apresentar e discutir propostas de avaliação do conteúdo e dos recursos didáticos sugeridos em LD de Ciências e Biologia integrantes do PNLD. Cabe destacar que o evento conta com a participação de um número considerável de professores em serviço e, nesse sentido, a oficina poderia contribuir com a formação desses para a realização da escolha de LD nas escolas. Além disso, os pesquisadores da área de Educação em Ciências/Biologia seriam contemplados, na medida em que é prevista a apresentação de elementos avaliativos fundamentados teórica e metodologicamente nos resultados de produções acadêmico-científicas das últimas décadas da área de Educação em Ciências (EC). Para isso, identificaremos, em um primeiro momento, os resultados de uma revisão de literatura realizada em 10 periódicos (nacionais e estrangeiros) da área de pesquisa em EC utilizando exemplares extraídos dos 176 trabalhos localizados para que seja realizado, em um segundo momento, pelos participantes da oficina, a análise, mediante critérios específicos, de alguns LD que serão disponibilizados pela equipe responsável.

OF-5. SUSTENTANDO UM SONHO NA REAL - Sala 5 do Centro Didático

Carmen Evelyn Rodrigues Mourão(Museu da Vida/ FIOCRUZ)

Maria Paula de Oliveira Bonatto (Museu da Vida/ FIOCRUZ)

A oficina “SUStentando um sonho na real” é um espaço de experimentação lúdica e reflexão sobre o SUS. Foi elaborada por educadoras do Serviço de Educação em Ciências e Saúde do Museu da Vida/Fiocruz e tem como objetivo compartilhar com os professores e universitários conceitos centrais sobre saúde que orientam as ações educativas do Museu da Vida. A oficina está organizada em 3 momentos: conversa sobre o conceito ampliado de saúde, experimentação de três jogos educativos e produção de um texto coletivo com as reflexões do grupo.

OF-6. AFINAL, DE QUE AS PLANTAS SE ALIMENTAM? EXPERIMENTAÇÃO E HISTÓRIA DA CIÊNCIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL – Sala de Anatomia do Centro Didático

Karine Bloomfield Fernandes (UFF - Colégio Universitário Geraldo Reis), Natalia Rios (UFRJ – Colégio de Aplicação) e Mariana Lima Vilela (UFF – Faculdade de Educação)

Nesta oficina serão apresentados experimentos que reproduzem alguns episódios da história da ciência que contribuíram para a compreensão do processo de fotossíntese. Ao lado dos experimentos serão trabalhados textos que contextualizam o momento histórico em que eles foram realizados e estimulam o levantamento de hipóteses sobre a nutrição das plantas. Tendo sido desenvolvidas em turmas do 6º ano do ensino fundamental, as atividades desta oficina contribuem para o debate sobre o uso da experimentação e abordagens de história da ciência nesse nível de ensino.

OF-7. INTERAÇÕES DISCURSIVAS NO ENSINO DE BIOLOGIA: PERSPECTIVAS E PRÁTICAS EDUCATIVAS – Auditório 2 do Centro Didático

Patricia Sessa (Universidade Federal do ABC – UFABC/ Centro de Ciências Naturais e Humanas - Licenciatura em Biologia)

Do ponto de vista docente, trata-se de valorizar os contextos de ensino produzidos por meio das interações dialógicas, à medida que estas contêm características e elementos que oportunizam que os alunos reestruturem seus pensamentos e reelaborem significados sobre os conceitos científicos. Para tal, intencionamos circunscrever nesta oficina situações de ensino de campo para análise, sendo nosso objetivo buscar regularidades e/ou sistematizações presentes no discurso produzido nas atividades de campo no âmbito da alfabetização científica.

Embora não seja nossa intenção tratar aqui das questões metodológicas da análise do discurso, vale salientar que estas são complexas e provocam dúvidas não somente na organização dos dados, mas, sobretudo na sua interpretação e representação de inscrições.

A análise do complexo sistema de comunicação das aulas exige a utilização de ferramentas metodológicas adequadas que considerem suas dimensões, como pensamento, construção de argumento, valores. Isto significa reconhecer que a aprendizagem de conhecimentos científicos pressupõe uma série de interações que incluem a proposição e discussão de ideias, avaliação de alternativas, escolha e formulação de explicações baseadas na ciência, fazendo com que os estudantes participem do discurso científico, sobretudo, considerando que aprender ciência é aprender outra linguagem social, uma linguagem científica, diferente daquela linguagem cotidiana comumente utilizada pelos alunos.

As questões referentes à aprendizagem e à construção de significados estão intimamente relacionadas com a comunicação que é desenvolvida nos contextos de ensino, e, portanto, podem ser compreendidas como processos sociais.

OF-8. PESQUISA EDUCACIONAL EM CIÊNCIAS E BIOLOGIA: COMO CONCEBER? – Sala de Microscopia 1

Nilson de Souza Cardoso (Professor Assistente da Universidade Estadual do Ceará / Campus Crateús - Faculdade de Educação de Crateús / Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas)

Certamente, a pesquisa ligada aos diversos campos específicos das Ciências Biológicas é de amplo conhecimento, seja por meio das leituras, relatos de pesquisadores, aulas práticas realizadas ou mesmo através da grande mídia. Essas experiências levam a pensar sobre temáticas que levaria a esta prática, seja em laboratório, com atividades experimentais, ou mesmo no campo, observando os seres vivos e os fenômenos naturais. Agora, para grande parte do estudantes e docentes, um novo grande desafio tem surgido: exercitar esta atividade tendo como objeto de pesquisa o ensino. Possível razão reside nas diferenças epistemológicas entre o campo conceitual, Ciências e Biologia, e o paradigma da pesquisa educacional, preferencialmente o Qualitativo. Nesse sentido, pretendemos levar os participantes a reflexões que os façam definir temáticas de investigação no campo educacional, especificamente, na Educação em Ciências e Biologia, passando pela discussão dos pressupostos epistemológicos e metodológicos, a importância da vinculação da temática com a história de vida, os principais métodos empregados na pesquisa em educação, e, por fim, debater sobre as técnicas de coleta de dados mais usuais na pesquisa em educação. A intenção é elaborar coletivamente as propostas de pesquisa para que possam subsidiar discussões mais refinadas em seus momentos individuais de elaboração, alicerçando também por esse caminho, a dimensão do professor pesquisador, um dos principais reclames da atualidade, quem deve ter competência e habilidade na investigação de sua prática e das questões diretamente ligadas à sua atuação: o ensino.

OF-9. ARGUMENTAÇÃO NO ENSINO DE ECOLOGIA – Auditório 1 do Prédio Minas

Daniela Lopes Scarpa (Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências da USP)

Nathália Helena Azevedo (Mestrado em Ecologia – IBUSP)

As metodologias empregadas no ensino de Biologia, geralmente baseadas em aulas expositivas, apresentam limitações significativas no processo de compreensão e aprendizagem dos alunos por enfatizarem o caráter descritivo e memorístico da disciplina. Em contrapartida, os conteúdos previstos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais estão associados a habilidades que vão ao encontro de práticas básicas das Ciências da Natureza e do desenvolvimento do raciocínio de maneira autônoma pelos estudantes, como realizar e interpretar experimentos, registrar dados e informações e formular hipóteses e justificativas. Nesse contexto, no ensino de Biologia e demais Ciências da Natureza em geral, o uso de evidências para sustentar afirmações é importante para que os alunos construam conhecimento e elaborem uma visão de ciência humana, social e dinâmica. Pretende-se com este mini-curso refletir sobre a importância dessa prática na educação básica, por meio da análise de sequências didáticas que abordam temas em ecologia e que utilizam a argumentação como embasamento. As sequências didáticas serão baseadas no livro Ecologia na restinga: uma sequência didática argumentativa, disponível em http://labtrop.ib.usp.br/.

OF-10. PRODUÇÃO DE MODELOS DIDÁTICOS ZOOLÓGICOS A PARTIR DE BISCUIT E BORRACHA DE SILICONE: TÉCNICA DE MODELAGEM – Sala 6 do Centro Didático

Rute Alves de Sousa (Profª do Departamento de Práticas Educacionais e Currículo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

Luciana Araújo Montenegro (Doutoranda em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

Ana Carla IorioPetrovich (Doutoranda em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

O objetivo desta oficina/minicurso é apresentar a técnica de modelagem em biscuit como uma alternativa que fortalece a não manipulação de animais em atividades práticas do ensino e que atendam às necessidades dos professores, contribuindo de forma significativa para a formação e aprendizagem do educando em sala de aula.

A falta de técnicas e atividades práticas diferenciadas no estudo de zoologia caracterizam uma das principais dificuldades no ensino desse conteúdo. Nesse sentido, a formação de professores conscientes, em relação aos aspectos éticos requer a substituição de uso de animais por modelos alternativos de ensino. Esta oficina utiliza modelos didáticos confeccionados em biscuit como peças a serem copiadas em borracha de silicone para reprodução do molde através do processo de vulcanização, visando a preparação de materiais que possam ser utilizados como instrumentos facilitadores do processo de ensino e aprendizagem. Esta é uma técnica que tende a evoluir dentro do estudo dos seres vivos pois o uso de animais como alternativa para assimilação e melhor compreensão dos conteúdos, demanda uma reflexão por parte dos sujeitos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem em relação a princípios e valores tão pouco conhecidos como bioética. Além disso, a maioria das escolas apresenta escassez de material biológico para realização de aulas práticas e falta um espaço adequado para a realização das práticas laboratoriais. Com a utilização desta técnica objetiva-se apresentar a elaboração de moldes didáticos em borracha de silicone, a partir de modelos didáticos em biscuit como alternativas que fortalecem a não manipulação de animais em atividades práticas do ensino e que contribui de forma significativa para a formação e aprendizagem do educando em sala de aula.

OF-11. UMA PROPOSTA DE ENSINO INVESTIGATIVO SOBRE EVOLUÇÃO E SELEÇÃO NATURAL – Auditório 2 do Prédio Minas

Maíra Batistoni e Silva (FEUSP)

Discutiremos alguns pressupostos do ensino baseado em investigação, além de suas dificuldades e possibilidades para as aulas de biologia. Em seguida os participantes realizarão uma atividade investigativa sobre seleção natural produzida com dados de pesquisa sobre os tentilhões de Galápagos. A proposta tem como objetivo de promover a apropriação dos pressupostos do ensino baseado em investigação e aumentar o repertório didático dos professores de biologia.

OF-12. TRABALHANDO CONCEITOS DE MEIO AMBIENTE ATRAVÉS DO USO DE IMAGENS EM SALA DE AULA – Sala 2 de Microscopia do Centro Didático

Regina Rodrigues Lisbôa Mendes (Núcleo de Pesquisa e Ensino de Ciências da Faculdade de Formação de Professores/UERJ)

Esta oficina tem como objetivo ajudar o professor a ampliar, em sala de aula, o debate sobre os conceitos de meio ambiente, natureza e educação ambiental, utilizando imagens como ferramenta de trabalho. Durante a oficina, serão realizadas atividades práticas e explanações teóricas sobre a relação homem-natureza/sociedade-ambiente, apoiadas pelas ideias do campo da Educação Ambiental.

 

 

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