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Minicursos

MC-1. ARTICULAÇÕES ENTRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ENSINO DE ZOOLOGIA – Sala 3 Centro Didático

Rosana Louro Ferreira Silva (Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da USP)

Anna Claudia Thinen (Mestrado em Ensino, História e Filosofia das Ciências e Matemática – UFABC)

Camila Martins (Mestrado em Conservação da Fauna – Zoológico de São Paulo e UFSCar)

Trabalhamos com uma concepção de educação ambiental crítica, que considera a dimensão coletiva dos problemas ambientais e busca a formação de cidadãos capazes de discutir e tomar decisões, considerando questões biológicas,  econômicas, sociais, éticas e políticas. Por outro lado, sobre os processos de ensino-aprendizagem em Zoologia, pesquisas têm indicado que o ensino da diversidade biológica em uma perspectiva ecológico - evolutiva ainda é distante de grande parte de alunos e professores da educação básica e que tal entendimento é essencial para que os alunos possam compreender que a biodiversidade é um sistema dinâmico e complexo, contribuindo para a superação do antropocentrismo e da dicotomia ser humano - natureza. Dessa forma, o minicurso pretende discutir essas questões e trazer algumas possibilidades práticas, como uso de conflitos ambientais, mídias, atividades em espaços não-formais para ampliar o repertório de abordagens sobre a conservação da fauna que podem ocorrer na educação básica, a partir da perspectiva da educação ambiental crítica.

MC-2. “AGROTÓXICOS - VENENO PRÁ QUEM?” – Auditório 1 Prédio Minas

Néli Suzana Britto (PIBID Licenciatura em Educação do Campo/UFSC)

Thais GabriellaReinert da Silva (PPGECT/ UFSC)

Leila Paiter(EEB Jurema Cavalazzi)

Este minicurso objetivasubsidiar teórico-metodologicamente o debate sobre o tema “uso de agrotóxicos e suas conseqüências, para quem produz e quem consome” no contexto educacional de aulas de Ciências/Biologia. A escolha desse tema está relacionada aos seguintes motivos: as experiências vivenciadas em práticas docentes em escolas inseridas em municípios onde a produção agrícola convencional é predominante; pelos estudos realizados na licenciatura em Educação do Campo, sob os princípios de uma formação crítica e emancipatória dos sujeitos do campo; e também pela perspectiva de ensino na área de Ciências da Natureza comprometida com o estudo sobre Agroecologia. A abordagem teórico-metodológica será desenvolvida por meio de três momentos pedagógicos (DELIZOICOV; ANGOTTI, 1992): primeiro pela problematização das situações cotidianas e de falas significativas (SILVA, 2004), assim como pelas demandas contemporâneas sobre o tema em foco; segundo pela aproximação e reflexão de subsídios teórico-metodológicos que permitam analisar e compreender as possíveis articulações desse tema com o Ensino de Ciências/ Biologia na escola; e por fim, a realização de proposições didáticas para a educação escolar nos contextos urbanos e rurais. 

MC-3. A SISTEMATIZAÇÃO CONCEITUAL PARA A CONSTRUÇÃO DOS SIGNIFICADOS DE EVOLUÇÃO NO ENSINO MÉDIO – Auditório 1 Centro Didático

Mário Alexandre de Oliveira (Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências – UFMS)

Lenice Heloísa de Arruda Silva (Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais –UFGD)

Neste minicurso apresentaremos uma abordagem para o Ensino de Evolução no nível médio, apoiada no referencial teórico-metodológico da perspectiva histórico-cultural do desenvolvimento humano, a partir das ideias de Vigotski. Com base nesse referencial pretendemos enfocar o aspecto pedagógico dessa abordagem, assim como fatores que podem interferir ou promover na apropriação/elaboração do conceito Evolução. Nesse sentido, no decorrer do minicurso, discutiremos brevemente sobre alguns aspectos da Teoria Histórico-Cultural do Desenvolvimento Humano como a formação de conceitos, o papel da linguagem, a mediação pedagógica e a construção de significados. Apresentaremos também um panorama das principais dificuldades enfrentadas no Ensino de Evolução em nossas salas de aula do Ensino Médio. Posteriormente apresentaremos a sistematização conceitual como caminho para uma abordagem no Ensino de Evolução. Finalmente discutiremos a sistematização conceitual para o Ensino de Evolução no contexto do planejamento escolar e nas perspectivas dos Parâmetros Curriculares Nacionais.

MC-4. EPISÓDIOS DA HISTÓRIA DA BIOLOGIA RELACIONADOS AO ESTUDO DA GERAÇÃO ESPONTÂNEA E SUA UTILIZAÇÃO NO ENSINO – Auditório 2 Centro didático

Maria EliceBrzezinski Prestes (Depto. de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP)

Lilian Al-Chueyr Pereira Martins (Depto. de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, FFCLRP/USP-RP).

O minicurso destinado à discussão de episódios da História da Biologia e sua utilização no ensino abordará os seguintes temas: a) a identidade da pesquisa em História da Ciência, seu objeto, método e abordagens; b) abordagens e desafios da utilização de episódios históricos das ciências no ensino; c) A controvérsia da geração espontânea no século XVIII entre Needham e Spallanzani; d) A controvérsia da geração espontânea no século XIX entre Pouchet e Pasteur. O curso será ministrado por meio de exposição dialogada e atividades de leitura e análise de fontes primárias. A partir dos temas específicos tratados, serão promovidas discussões explícitas sobre a contribuição que a História da Ciência pode fornecer ao ensino-aprendizagem de conhecimento biológico atual e sobre aspectos relacionados à natureza da ciência, entre outros.

MC-5. CONTRIBUIÇÕES DE UMA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CUTURAL PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA – Sala 4 Centro didático

Fernanda Zandonadi Ramos (Centro de Ciências Biológicas e da Saúde – UFMS)

Lenice Heloísa de Arruda Silva (Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais – UFGD)

Neste minicurso apresentaremos uma abordagem para o processo de ensino e aprendizagem de Ciências/Biologia nos níveis fundamental e médio, com enfoque em Morfologia Floral, utilizando fotografias de flores em uma sequência didática fundamentada no referencial teórico-metodológico da perspectiva histórico-cultural do desenvolvimento humano, a partir das ideias de Vigotski. Com base nesse referencial pretendemos enfocar os aspectos pedagógicos dessa abordagem, assim como fatores que podem interferir ou promover a apropriação/elaboração dos conceitos científicos. Nesse sentido, no decorrer do minicurso, discutiremos brevemente sobre alguns aspectos da Teoria Histórico-Cultural do Desenvolvimento Humano como a formação de conceitos, o papel da linguagem, a mediação pedagógica e a construção de significados. Demonstraremos também como trabalhar com a sequência didática, os resultados obtidos com o desenvolvimento da mesma com alunos do ensino médio e, posteriormente, apresentaremos contribuições dessa sequência para a licenciatura em Ciências Biológicas, quando utilizada como modelo didático e readequada a outros conteúdos de Ciências e Biologia.

MC-6. A BIOLOGIA NO CURRÍCULO ESCOLAR: UMA PERSPECTIVA SÓCIO-HISTÓRICA – Auditório 2 Prédio Minas

Maria Cristina Ferreira dos Santos (Prof Adjunta FFP e CAp/UERJ)

A construção socio-histórica das disciplinas escolares e acadêmicas. O pensamento biológico, a modernização das Ciências Biológicas e as relações com o construto disciplinar. Uma abordagem histórica da constituição da disciplina escolar Biologia no Brasil. A Biologia no currículo atual.

MC-7. SISTEMÁTICA FILOGENÉTICA E CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS – Sala 5 Centro didático

Luís Fernando Marques Dorvillé (FFP/UERJ)Rosana Souza-Lima (FFP/UERJ)

O minicurso tem como objetivo apresentar os elementos básicos da Sistemática Filogenética discutindo as vantagens didáticas do emprego desse processo para o ensino de Biologia na Escola Básica. Serão trabalhados exemplos práticos de polarização de caracteres, construção de matrizes e cladogramas a partir de grupos de seres vivos. Serão apresentadas ainda a as principais transformações que essa ferramenta trouxe para a classificação dos seres vivos e suas implicações para o ensino de Ciências e Biologia.

MC-8. CONTEXTOS E DISCURSOS SOCIOAMBIENTAIS: O LUGAR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA – Sala 6 Centro Didático

Aline Lima de Oliveira Nepomuceno (Departamento de Biologia – UFS)

Com apoio em leituras, estudos e reflexões realizados no GEPEASE/UFS (Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Ambiental de Sergipe) e tendo em vista a urgência do debate socioambiental diante da crise da atualidade, a Educação Ambiental se torna um eixo indispensável no ensino formal e no não formal. Portanto, é deveras fundamental refletir sobre os possíveis diálogos entre a Educação Ambiental e o Ensino de Ciências e Biologia e sobre a importância da inserção do debate socioambiental na escola − espaço de formação social e também espaço de lutas e disputas políticas. Diante desse contexto, torna-se, portanto, imprescindível analisar as características da expansão hegemônica do capital, considerando os grandes impactos ambientais e sociais que tal lógica traz para a sociedade contemporânea. Ademais, pretende-se abordar a Educação Ambiental nos processos formativos, através de conceitos, práticas educativas e vivências, proporcionando questionamentos e reflexões sobre as diferentes concepções de Educação Ambiental, sendo esta um importante mecanismo para a prática pedagógica. Para isso, serão realizadas discussões sobre a temática socioambiental através de fundamentação teórica e de sensibilização, sendo desempenhados através de: dinâmicas, vídeos, orientações metodológicas e atividades práticas, com a realização de trabalhos individuais e coletivos.

MC-9. O ENSINO, A PESQUISA E A FORMAÇÃO DOCENTE DOS PROFESSORES EM CIÊNCIAS E EM BIOLOGIA Sala de Seminários do Departamento Ecologia

Nilson de Souza Cardoso (Professor Assistente da Universidade Estadual do Ceará / Campus Crateús - Faculdade de Educação de Crateús / Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas)

Até bem pouco tempo a discussão sobre pesquisa não constava como pauta de debate e interesse entre professores da Educação Básica, menos ainda na agenda da política educativa destinada a formação de professores. Compreendendo que este é um debate atual, como entender esta centralidade? As mudanças sociais traduzidas em avanços tecnológicos, estreitamento entre as formas de comunicação e de interligação das relações econômicas, incidem em novas exigências sobre a qualidade da escola e, por conseguinte, nos professores, sobretudo em sua formação. É neste contexto de redefinições, no qual a dissociação entre teoria e prática permeia os debates acerca dos problemas recorrentes nos processos formativos, que a pesquisa é postulada como componente curricular necessário à formação profissional e com condições de responder aos enfrentamentos de um mundo em transformação. Com esteio nesse entendimento, discutir “O ensino, a pesquisa e a formação docente dos professores em Ciências e em Biologia” apresenta-se como aglutinador de conhecimentos sobre a pesquisa científica voltada para o campo da educação, mais precisamente para a prática educativa no âmbito das Ciências Naturais.

MC-10. ALIMENTOS NATURAIS OU INDUSTRIALIZADOS: UMA QUESTÃO DE ESCOLHA – Sala Multimídia Centro Didático

Anelise Grünfeld de Luca (Química) – Instituto Federal Catarinense: campus Araquari; doutoranda do Programa de pós-graduação Educação em Ciências: química da vida e saúde – UFRGS.

Sandra Aparecida dos Santos (Bióloga) – Escola de Educação Básica UNIDAVI; mestranda do Programa de pós-graduação Educação em Ciências: química da vida e saúde – UFRGS.

Resumo: A cozinha guarda em si a fantástica possibilidade de conhecermos, cheirarmos e manipularmos moléculas, pois os alimentos que ingerimos nada mais são do que moléculas preparadas e, quando reconhecidas pelo nosso organismo se tornam moléculas responsáveis pela vida. A composição da alimentação das pessoas perpassa aspectos sociais, culturais e econômicos. A proposta deste minicurso visa possibilitar o diálogo acerca da experimentação contextualizada (alimentos) e interdisciplinar (Química e Biologia) às turmas dos níveis fundamental e médio. A química e a Biologia, áreas tratadas durante muito tempo e por muitos como opostos contraditórios, hoje são apresentadas nesta proposta de minicurso como opostos complementares. Os alimentos e sua digestão são, sem dúvida, vitais aos organismos; dependemos das moléculas a eles associadas, portanto a relação de escolha do alimento e do momento de ser ingerido é o que qualifica nossa alimentação.

MC-11. MOVIMENTO CTS, PESQUISA E ENSINO DE BIOLOGIA – Sala Microscopia 2 Centro didático

Paulo Marcelo M. Teixeira (Programa de Pós-Graduação Educação Científica e Formação de Professores - UESB)

O minicurso introduz reflexões sobre o estado da arte do Movimento CTS (Ciência, Tecnologia, Sociedade) para a Educação em Ciências no Brasil, analisando suas propostas curriculares e seu impacto em termos de ensino e aprendizagem e formação de professores. Também serão analisadas algumas pesquisas realizadas no Brasil na tentativa de aplicar propostas vinculadas ao Movimento CTS no contexto das salas de aula, dos cursos de Licenciatura e do Ensino de Biologia. Aponta as pesquisas de intervenção como alternativa para avançarmos na produção de dados úteis à análise e avaliação das propostas CTS e sua aplicação no contexto do Ensino de Biologia.

MC-12. CIÊNCIA, ARTE E EDUCAÇÃO: ENSINO DE BIOLOGIA E COMPLEXIDADE – Auditório do Departamento de Zoologia

Renato Pereira de Figueiredo(Univ. Estadual do Sudoeste da Bahia/Depto de Ciências Naturais)

Thiago Emmanuel Araújo Severo (Universidade Federal do Rio Grande do Norte/Departamento de Práticas Educacionais e Currículo)

As ciências que compõem a biologia são de diversas ordens e métodos. Tem origem tanto experimental, a exemplo da citologia e da fisiologia, quanto observacional/comparativa, a exemplo de ramos clássicos da botânica e da zoologia (GONÇALVES-MAIA, 2011). Mayr(1998) descreve que essa multiplicidade deve-se tanto à diversidade de objetos e métodos que essas especialidades desenvolveram ao passar do tempo, como ao tardio agrupamento destas ciências em um núcleo comum, datando do século XX. Além dessa diversidade de especialidades na narrativa científica existem outras expressões da cultura que permeiam a compreensão dos fenômenos do vivo e a formação do biólogo, a exemplo da arte. Como os cursos de formação de biólogos podem articular a diversidade de narrativas na construção do conhecimento científico? Quais são os efeitos desse diálogo para os espaços formais e não formais de ensino? A partir dessa necessidade dialógica propomos neste mini-curso uma reflexão sobre uma nova forma de compreender a construção de conhecimento em sala de aula que não parta de um referencial único, mas que possa ser híbrido. O diálogo entre distintas áreas de especialidade, como a articulação entre ciência, arte e espiritualidade são movimentos que têm reduzido o distanciamento entre universidade e sociedade, operando por movimentos sutis mais pontuais, como o direito à informação por parte dos cidadãos comuns; o exercício menos arrogante e esotérico da ciência; uma nova aliança entre cultura científica e cultura humanística (PRIGOGINE ; STENGERS, 1991; MORIN, 1999a; b; 2004; 2007; PRIGOGINE, 2009). Exercitar esse diálogo entre as narrativas diversas significa, portanto, investir na convivência e na partilha com outros modos de experiência e compreensão do mundo, habilidade necessária para executar uma leitura mais precisa e sofisticada dos fenômenos da ordem do vivo.

MC-13. A MORTE E O ENSINO DAS CIÊNCIAS DA VIDA – Auditório do Departamento de Botânica

Mário Cézar Amorim de Oliveira (Professor Assistente do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Faculdade de Educação de Itapipoca da Universidade Estadual do Ceará- FACEDI/UECE)

Para indicar a complexidade de se falar sobre o morrer, já foi dito que a morte é a pornografia do século XX (ÁRIES, 1974). Entretanto Montaigne (2010), no ensaio ‘Que filosofia é aprender a morrer’, defende que “quem ensinar o homem a morrer, ensiná-lo-á também a viver”. Nesse sentido, questiona-se: Há espaço para se falar da morte no ensino das Ciências da Vida? É notório que o ciclo vital é um assunto que compõe o currículo da educação científica desde as primeiras séries do ensino fundamental. Nascer, desenvolver-se e morrer são apresentadas como etapas naturais desse processo presente, de uma forma ou de outra, em todos os seres vivos. Entretanto, a biologização do fenômeno vida parece marginalizar o evento responsável por sua finitude, a morte, encarada com estranhamento e certo temor. O principal objetivo do minicurso é problematizar como nossa sociedade considera a questão da morte e finitude humanas e quais as possíveis implicações dessas representações no ensino das ciências biológicas na educação básica, para, a partir dessa desconstrução, (re)pensar algumas possibilidades de abordagem do tema de modo a naturalizar o seu espaço no currículo das ciências da vida.

MC-14. MATERIAIS DIDÁTICOS CULTURAIS PARA EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO FORMAL – Sala de Anatomia do Centro didático

Martha Marandino

Evelyn Rocha

Renata Garabedian

Mariangela Bonetti

(FEUSP)

O Laboratório de Produção e Avaliação de Materiais de Ensino de Ciências e Divulgação Científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Toxinas (INCTTOX), coordenado pelo Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Não Formal e Divulgação da Ciência/GEENF/FEUSP, tem como objetivo promover a alfabetização científica, a produção de materiais didáticos e a elaboração de ambientes virtuais para o ensino e divulgação da ciência. Neste minicurso iremos apresentar o processo de produção dos materiais produzidos que incluem jogos, audiovisuais, modelo de diorama e aplicativos que tratam de temas como biodiversidade, toxinas, produção social da ciência, produção e bioprospecção de fármacos e geração de conhecimento. Ainda no minicurso os participantes irão vivenciar atividades com alguns desses materiais, discutindo suas possibilidades e desafios para serem realizados em situações de ensino escolar e em atividades de educação não formal.

MC-15. EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS PARA DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – Sala de Bioquímica 2 do Centro didático

Magnólia Fernandes Florêncio de Araújo (Departamento de Microbiologia e parasitologia/Centro de Biociências/UFRN. Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática da UFRN. Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da UFRN)

Maria Luisa Quinino e Medeiros (Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da UFRN)

O minicurso tem a pretensão de estabelecer relações da Educação científica no ensino básico, enquanto uma via para promover a alfabetização científica, numa perspectiva de educação para desenvolvimento sustentável, ressaltando o papel da Educação em ciências nas tentativas de construção de um futuro sustentável, a partir do tratamento de problemas locais, regionais e globais. O Desenvolvimento sustentável e a importância da educação para desenvolvimento sustentável (EDS) serão discutidos, bem como a perspectiva catalítica de mudança que a EDS e a sua vinculação a metas de paz, direitos humanos, justiça e equilíbrios ecológicos podem proporcionar. As Dimensões estratégicas incluídas no documento final do Plano Internacional de Implementação da Década de EDS (UNESCO, 2005) e suas relações com os pilares em que se fixam as concepções atuais de desenvolvimento sustentável serão tratadas.

MC-16. HISTÓRIAS DE TRANSVER O MUNDO: EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E PÓS-COLONIALISMO – Auditório 3 do Prédio Minas

Guilherme Trópia Barreto De Andrade-UFJF

O minicurso, a partir da poética de Manoel de Barros, tem como perspectiva o exercício de pensar uma educação em ciências da criação, das experiências inventivas dos participantes. Para isso nos apropriamos dos estudos pós-colonialistas que deslocam e descentralizam as relações de poder-saber estabelecidas entre colonizadores e colonizados, por exemplo: a imagem da academia/universidade vista como única possibilidade difusora de saberes e valores para a escola ou do professor como o transmissor de conhecimentos aos alunos que habitam lugares da passividade na absorção dos mesmos. O minicurso será realizado a partir da contação e produção de histórias de transver o mundo e de como essas histórias podem habitar novas possibilidades em pensar fenômenos caros à educação em ciências.

MC-17. CURRÍCULO, FORMAÇÃO DOCENTE E NARRATIVAS - ARTICULAÇÕES NO CONTEXTO DA PRÁTICA – Sala de Microscopia 1 do Centro Didático

Maria Inês Petrucci Rosa

Claudia Amoroso Bortolato

Jacqueline de Oliveira V. Iglesias

Gabriela Furlan Carcaioli

Instituição: UNICAMP - FE

Apresentação de diferentes vertentes teóricas no campo do currículo e aprofundamento na perspectiva escolhida para a compreensão das práticas curriculares cotidianas e suas narrativas. A narrativa como método - discussão em torno das possibilidades oferecidas pela leitura da obra de Walter Benjamin e a elaboração de mônadas a partir das narrativas docentes. Discussão de pesquisas que retratam o consumo de propostas curriculares vigentes seja em nível federal como também no nível do Estado de São Paulo, trazendo os professores como sujeitos da experiência e narradores que constituem suas práticas por meio de diferentes táticas. No conjunto de tais pesquisas, pretende-se também focalizar os resultados advindos de investigação que mapeia os movimentos em torno da formação disciplinar e a identidade docente, tendo em vista o consumo de propostas curriculares oficiais.

MC-18. DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: TEORIA E PŔATICA NA INTERFACE COM A ESCOLA – Sala de Seminários do Departamento de Zoologia

Adriana Aparecida Andrade Chagas (IB-USP)

Ana Luiza Cerqueira das Neves (IB-USP)

Bruno Rafael Santos de Cerqueira (IB-USP)

Iara Grotz Moreira de Vasconcellos (IB-USP)

Helen Nakemi(IB-USP)

Alessandra Bizerra (IB-USP)

Atualmente, a divulgação científica é apontada como um importante instrumento que possibilita aproximar a sociedade dos trabalhos e das informações que são produzidas pelos cientistas. A tarefa de popularizar a ciência é apontada como um dos grandes desafios atuais do mundo científico e tal desafio esbarra em questões como a linguagem da divulgação científica, os meios e a diversidade dos públicos alvo. O objetivo desse minicurso teórico-prático é abordar, de forma resumida, o cenário apresentado a partir dos tópicos abaixo:

- O histórico da Divulgação Científica no Brasil

- Formas Atuais de Divulgação Científica

- Como se tem divulgado as Ciências? A Linguagem e o público – elementos fundamentais da comunicação

- Quando a divulgação científica entra na escola: possíveis interfaces

- PRÁTICA: Oficina de Divulgação Científica – Como podemos comunicar as Ciências?

 

 

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